domingo, 27 de fevereiro de 2011

Capítulo 2

Chorar já não podiam,  estavam proibidas de demonstrar suas emoções.
As mulheres assustadas se entreolhavam sem saber o que estava acontecendo.
Fizeram um pacto de união em silêncio, afinal as palavras seriam insignificantes perante tamanha crueldade  que estavam passando.
Dor, separação, humilhação.
Foram comparadas a animais sem alma.
O responsável pela embarcação foi bem claro a respeito do silêncio obrigatório, se por acaso ele acordasse por causa de murmurinhos ou lamentos, os corpos seriam lançados ao mar.
A esperança de sobreviver era pouca, pois as condições oferecidas eram primárias, mas toda tentativa era válida, obedeciam como cordeirinhas.
No local onde os homens estavam alojados, a situação não era diferente.
Além do medo, aquelas almas estavam se alimentavam  do ódio.
A revolta crescia dentro de cada um daqueles seres humanos.
Nada sabiam e o jeito era apenas esperar.
Esperar....

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